CONTEÚDO, COMUNICAÇÃO, RELACIONAMENTO
29Ago
2018

Microinfluências. Precisamos valorizá-las!

 

Ontem almocei num lugar que eu ainda não conhecia, a uma quadra do escritório. Ambiente bacana, comida ótima, atendimento perfeito. Cheguei lá por causa de um flyer que colocaram nas caixas postais do edifício, onde dizia “chegamos” e ofereciam um suco cortesia na compra de um dos pratos. Nada mais acertado do que essa boa e velha mídia de vizinhança, mesmo em tempos de redes sociais. Porém, quando me atenderam e eu perguntei por detalhes do cardápio, etc., fiquei surpresa por não terem me perguntado como eu tinha chegado lá.

Saber como o cliente tomou conhecimento do que fazemos é uma informação valiosa. Ela permite localizar os canais de comunicação que, escolhidos ou espontâneos, estão sendo úteis ao nosso negócio. A medição de desempenho de ações de comunicação é uma ferramenta a ser perseguida, especialmente por empresas que investem em várias mídias simultaneamente, mas nem sempre as metodologias trazem resultados precisos ou conclusivos. Por isso, são inestimáveis as oportunidades de se saber diretamente do cliente como ele soube da gente. Foi indicação? Publicidade? Matéria no jornal, post ou dica de algum influenciador? Foi a placa na calçada? Foi o flyer?... Dar extremo valor às microinfluências, está na moda. Nas redes sociais, depois de atores globais, famosos e blogueiros especializados, os microinfluenciadores estão sendo cortejados pelas grandes marcas. São pessoas comuns, com um número baixo de seguidores, mas com poder legítimo de influência que produz fidelidade e engajamentos sólidos. Eles não substituem os anteriores, mas podem ser somados aos demais canais que estão sendo úteis ao negócio. Hoje eu estou voltando ao restaurante porque gostei muito, e também porque esqueci de pedir o meu suco cortesia. Como estou levando o flyer na mão, eles vão saber que a micro-influência local funcionou.


Ruza Cali Amon | Diretora da Prática